Situação:
A cidade de Bangalore, localizada no sul da Índia, cresce de maneira impressionante. Um dos sinais deste crescimento são os preços de terrenos que estão subindo exorbitantemente, e também a abertura de filiais de empresas internacionais. Apesar disso, a população carente não usufrui desse ‘boom' econômico. Nas favelas de Bangalore, mulheres jovens, meninas e meninos são obrigados a se prostituirem para garantir o mínimo para o seu sustento. Muitos deles são viciados em drogas e/ou sofrem de doenças sexualmente transmissíveis como a Aids.
Metas do projeto (Projeto 21327/AB/12):
Apoiar diversas áreas de trabalho em Jagruthi através de duas creches para os filhos e as filhas de prostitutas, dar assistência social para prostitutas jovens e uma clínica para crianças, apoiar as crianças das creches na faixa etária entre quatro e seis anos de idade, e seus pais, dando-lhes informações adequadas para que possam futuramente ingressar em escolas regulares, dar proteção às crianças para que elas não precisem permanecer em seus casebres e presenciar a própria mãe se prostituindo, oferecer assistência social nas ruas e entrar em contato com meninos e meninas, oferecer-lhes ajuda e, se possível, dar-lhes perspectivas de sair dessa situação.
Atividades no relatório anual: Nas creches as crianças fazem refeições saudáveis, aprendem lições básicas de higiene e são examinadas e tratadas por médicos. Para fomentar o desenvolvimento dessas crianças, fazem parte da rotina delas, ao lado do ensino pré-escolar, as atividades artísticas, o canto e o lazer. Os assistentes sociais se encontram regularmente com as mães para informá-las sobre o que for necessário. Além disso, eles visitam as prostitutas jovens nas favelas, oferecendo-lhes informações, ajuda médica e esclarecendo- as sobre doenças sexualmente transmissíveis e Aids. Quem não quer se prostituir mais, recebe um quarto em uma república. Na clínica para prostitutos masculinos - garotos de programa - os rapazes recebem assistência médica, são informados sobre o HIV/Aids e fazem o teste para verificar se estão contaminados pelo vírus. Em 2006, foi criado pela primeira vez um grupo de auto-ajuda para mães que trabalham como prostitutas. As mulheres aceitaram a proposta de braços abertos: a procura por vagas nas creches aumentou em conseqüência dos encontros do grupo de auto-ajuda, pois as mães reconheceram a grande importância do ensino pré-escolar para as crianças.
Riscos do projeto:
Muitas famílias abandonaram os bairros onde moravam e foram à procura de trabalho. Com isto, muitos de seus filhos são obrigados a interromper a freqüência às creches e, assim, Jagruthi acaba perdendo o contato com as crianças.
Público-alvo:
250 crianças entre 4 e 18 anos em Bangalore
Anuário 2010 (4,5 MB) mais