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Crianças estão trabalhando como escravos

Crianças estão trabalhando como escravos

Mais de 6.500 crianças e adolescentes precisam trabalhar nas minas bolivianas, em Potosí e cidades vizinhas, sob condições inaceitáveis. Diariamente eles realizam trabalhos pesados como: empurrar carretas, carregar vagonetes e colocar explosivos nos buracos das minas. E isso até dez horas por dia. Para ajudar as crianças em Potosí, a Kindernothilfe apóia atualmente três projetos nesta região localizada a 4.000 m acima do nível do mar. O apoio beneficia 800 crianças, adolescentes e suas famílias.

Bilder dürfen wir erst nach Rückspache mit SD verwendenFoto: Peter Müller 
Miguel trabalha já há dois anos em Cerro Rico, conhecida como a "montanha de prata " situada no meio dos Andes bolivianos. Nessa região, havia a mina de prata mais valiosa do mundo. Todos os dias esse menino de 11anos sai à procura de minério pelas galerias apertadas e inseguras das minas. As condições de trabalho diariamente são brutais: doenças pulmonares graves e infecções nos olhos e na pele são conseqüências do trabalho.

"As temperaturas atingem quase 40°C nas galerias. Às vezes, eu mal posso respirar devido ao índice alto de enxofre no ar", relata Miguel, reclamando das condições de trabalho. O jovem passa diariamente quase dez horas nas galerias. Duas fatias de pão e uma garrafa de água é tudo que ele tem para se alimentar durante o trabalho. "Para suportar a fome torturante nós mastigamos folhas de coca. Isso ajuda apenas um pouco", conta num tom mais baixo. Com o decorrer do tempo, o trabalho torna-se muito arriscado, pois com freqüência há desmoronamento de terra nos túneis. Miguel recebe por dia apenas quatro dólares - um salário de forme sem o qual a sua família também não pode sobreviver.

 

Ajuda aos trabalhadores das minas
Os três projetos da Kindernothilfe têm um objetivo: melhorar as condições de vida das crianças. Colocar um fim no trabalho infantil a longo prazo, continua sendo uma meta longínqua, enquanto as famílias não tiverem outras perspectivas para assegurarem os meios básicos de subsistência.

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O projeto Niñez Minera del Cerro Rico (Projeto Nr˚. 90031) existe desde 2003 e atua em uma pequena creche próximo às galerias das minas. Na creche, as crianças recebem uma refeição quente e assistência médica. À noite, muitas delas freqüentam as escolas. Infelizmente, depois de um dia duro de trabalho, é muito difícil de se concentrar nas aulas. Por esse motivo, nos fins de semana, os alunos freqüentam as aulas de reforço oferecidas pela creche - assim como Miguel. Ele é grato pela chance, pois quer parar de trabalhar nas minas e, mais tarde, ganhar o seu sustento de uma outra forma que não seja como mineiro. Os pais das crianças podem freqüentar cursos profissionalizantes de corte e costura, mecânica ou marcenaria. Dessa forma, eles têm a oportunidade de garantir a renda de suas famílias sem ter que trabalhar nas minas para ajudar a aumentar a renda familiar. existe desde 2003 e atua em uma pequena creche próximo às galerias das minas. Na creche, as crianças recebem uma refeição quente e assistência médica. À noite, muitas delas freqüentam as escolas. Infelizmente, depois de um dia duro de trabalho, é muito difícil de se concentrar nas aulas. Por esse motivo, nos fins de semana, os alunos freqüentam as aulas de reforço oferecidas pela creche - assim como Miguel. Ele é grato pela chance, pois quer parar de trabalhar nas minas e, mais tarde, ganhar o seu sustento de uma outra forma que não seja como mineiro. Os pais das crianças podem freqüentar cursos profissionalizantes de corte e costura, mecânica ou marcenaria. Dessa forma, eles têm a oportunidade de garantir a renda de suas famílias sem ter que trabalhar nas minas para ajudar a aumentar a renda familiar.

O projeto Wayna Pacha (Projeto Nr˚. 90040) atua desde agosto de 2006 com cerca de 150 crianças e suas famílias de mineradores do povoado de El Calvario e San Christobal. Esta iniciativa também deve melhorar as condições perigosas de vida e trabalho dos filhos de mineradores e de suas famílias de forma sustentável. O trabalho com as famílias é o ponto principal do programa.
Os funcionários ajudam crianças e adolescentes, entre 7 e 18 anos de idade, com as tarefas escolares e lhes dão reforço escolar. As crianças, que por algum motivo tenham problemas mais específicos, recebem assistência em pequenos grupos. Além do mais, o projeto oferece cursos profissionalizantes aos adolescentes e, antes de fazerem a escolha da profissão, recebem aconselhamento e orientação vocacional. Medidas de geração de renda e pequenos créditos auxiliam muitos jovens na fase inicial como profissionais autônomos

No centro criado pelo projeto, na montanha Cerro Rico, as crianças e adolescentes podem ser eles mesmos: jogam futebol, basquetebol e voleibol, cantam ou tocam um instrumento e ensaiam peças teatrais. Lá recebem refeições saudáveis três vezes por dia, pois muitas das crianças são subnutridas e, por isso, estão predispostas a doenças e à desconcentração na escola.

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Escola para pais
A "Escola para pais" tem uma meta importante: que os pais assumam mais a responsabilidade pelos seus filhos e pelo futuro deles. Os funcionários organizam regularmente reuniões de pais para tratar de assuntos como família e educação. Os adultos devem reconhecer o significado da freqüência escolar e da educação na vida de seus filhos. Problemas como o alcoolismo e a violência familiar são comuns entre as famílias de trabalhadores de minas, gerando com freqüência a instabilidade. Por esse motivo, um dos enfoques do trabalho é a prevenção, o esclarecimento e a informação a esse respeito. Crianças, adolescentes e mulheres que tenham sofrido de abuso e violência doméstica, recebem apoio através de medidas assistenciais e aconselhamento profissional. Os pais e as mães podem ser alfabetizados caso queiram. Para que as crianças não precisem mais trabalhar nas minas, os pais delas podem requerer pequenos créditos e com o dinheiro abrir um pequeno negócio.

Com o projeto Promocion de la Ninez y Familia Minera (Projeto-Nr˚. 90039), (Promoção da Infância e da Família Mineira) as crianças e os adolescentes têm um local ao qual podem recorrer, desde agosto de 2006. Os funcionários fomentam especialmente as crianças abaixo de 6 anos de forma direcionada. As atividades pedagógicas auxiliam as crianças a desenvolverem as suas capacidades e habilidades motoras, sociais e intelectuais. As crianças em idade escolar e os adolescentes recebem ajuda para a realização de suas tarefas escolares e reforço escolar. Um bom diploma escolar deve ajudá-los a sair finalmente das minas. Diariamente as crianças e os adolescentes recebem uma refeição quente são apoiados e, se necessário, recebem cuidados médicos.
Os funcionários do projeto organizam muitas atividades culturais e de lazer. Eles oferecem às crianças e aos adolescentes formas de distração da rotina do trabalho nas minas. Da programação fazem parte: oficinas e palestras sobre os Direitos da Criança, participação e auto-estima. As crianças e os adolescentes aprendem a defender os seus próprios direitos e interesses. Pouco a pouco, eles vão se tornando mais autoconfiantes e conseguem apresentar melhor os seus anseios e opiniões. Além disto, o projeto mostra possibilidades de melhorar a renda familiar aos pais e jovens sem precisar trabalhar nas minas. As famílias recebem pequenos créditos e com o dinheiro podem abrir pequenos negócios ou comprar ferramentas para exercer uma profissão.
O projeto, além do mais, já criou uma rede de conexão com outras instituições. Todas as organizações, que trabalham com as famílias de mineiros, devem se unir a essa rede. Todas essas iniciativas devem representar os interesses e direitos dos trabalhadores de minas. A fundação "Um coração pelas Crianças!" e a Kindernothilfe apoiarão esse projeto até 2014.

Se recebermos mais donativos que o projeto acima mencionado necessita, usaremos os mesmos para projetos semelhantes.


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