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Educação profissionalizante

O ensino profissionalizante cria perspectivas

Sem uma profissão, fica difícil obter um bom emprego - esta frase é válida no mundo inteiro. Em países em desenvolvimento aumenta o número de pessoas que dependem do trabalho assalariado subordinado aos estatutos trabalhistas. O motivo é muito claro: a agricultura não fornece o suficiente para o sustento. Por este motivo, a Kindernothilfe tem o interesse em apoiar o ensino profissionalizante para crianças e jovens.

Vocation Training CenterFoto: Jens Großmann 

Do campo para a cidade
Nos países do hemisfério sul, vem aumentado cada vez mais o número de pessoas que saem do campo e vão para as cidades. Muitas vezes, com o rendimento obtido no setor agrícola, estas pessoas não conseguem nem o necessário para sobreviver. Aproximadamente 60% de todos os trabalhadores estão empregados neste setor da economia. É importante ressaltar que esta situação mudará. Futuramente, as pessoas estarão trabalhando no setor industrial ou de prestação de serviços. Por conseqüência, os baixos salários pagos no campo nos países em desenvolvimento favorecerão ainda mais o êxodo rural. O resultado disso é o aumento contínuo do desemprego e da pobreza nas cidades.

Deve-se introduzir a educação profissional no ensino fundamental?
Uma grande parcela de jovens freqüenta a escola por aproximadamente 6 anos. Em todo o mundo, cerca 64 % das crianças dão continuidade aos estudos. Em regiões mais pobres do planeta, menos de uma em cada três crianças atinge este índice. Vale ressaltar que para muitas dessas crianças a ida à escola é a única possibilidade de acesso à educação, ao aprendizado e ao ensino.
No sistema de ensino de muitos países, a educação profissional já tem sido inserida como disciplina do ensino fundamental. Desde cedo, a formação profissionalizante deve fazer parte da grade curricular das escolas. Na prática, a realidade acaba sendo outra, há escassez de professores, de recursos financeiros e de material escolar adequado.

Lar da Criança FelizFoto: KNH 

O que a Kindernothilfe tem feito?
A solução para sair deste círculo vicioso de pobreza não é apoiar uma única pessoa, mas sim a comunidade em um todo. O potencial da comunidade local precisa ser identificado e o conteúdo do programa estabelecido. O que as pessoas em uma comunidade são capazes de empreender para criar novas perspectivas para a coletividade? Um dos exemplos e prova de que trabalho comunitário funciona, são os grupos de auto-ajuda que economizam certa quantia em dinheiro e concedem microcréditos de baixo valor dentro da comunidade. Além do mais, cursos de atualização e qualificação profissional para todos ou um apoio direcionado ao trabalhador, podem contribuir no desenvolvimento de um povoado.
Nos últimos anos, os recém-formados dos programas de cursos profissionalizantes vêm tendo dificuldades em encontrar emprego. Por este motivo, ao invés de investir em grandes centros faraônicos de formação profissional, a Kindernothilfe apóia pequenos programas, elaborados de acordo com o perfil comunitário e que atendem às necessidades locais. Desta forma, os parceiros locais podem reagir rapidamente no reconhecimento de nichos no mercado de trabalho e cooperar mutuamente com os trabalhadores e pequenas empresas da região.

Anuário Anuário 2009 (3,3 MB)


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