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Ensino básico

A educação não pode ser um artigo de luxo

A formação escolar cria oportunides. Crianças que freqüentam escolas têm melhores perspectivas profissionais, estão mais informadas sobre os riscos em relação à saúde e são aptas para tomar decisões importantes na vida. Em países do hemisfério sul, muitas famílias vivem sob pobreza extrema. Por este motivo, muitas crianças precisam trabalhar para ganhar a vida e contribuir com o sustento da família. A conseqüência disso é que mais de 100 milhões de crianças no mundo inteiro não freqüentam escolas. A Kindernothilfe, como membro da Campanha Internacional pelo Direito à Educação, vem se engajando em seus projetos para que o ensino não se torne um artigo de luxo.

Mädchen im UnterrichtUma menina em uma escola no Brasil. Foto: Christoph Engel 
Faltam recursos financeiros para as taxas escolares
Freqüentar escolas é um luxo em muitos países do hemisfério sul - de mais a mais, as escolas estatais não são gratuitas em todos os países. As escolas particulares possuem uma melhor infra-estrutura mas estabelecem taxas que, na maioria das vezes, são exorbitantes para os bolsos das famílias. Geralmente, falta dinheiro para a compra de livros escolares, cadernos e uniforme.

Escolas com infra-estrutura inadequada
Os recursos financeiros, em países pobres, não são suficientes para suprir as necessidades das escolas e centros profissionalizantes de alta qualidade. Muitos países mal podem pagar o salário dos professores. A escassez de recursos financeiros nos cofres estatais também afeta a formação de professores. Devido à situação econômica precária, o governo fica impossibilitado de arcar com custos de manutenção dos prédios escolares, reformas ou construção de novas escolas. Muitas crianças vivem em regiões afastadas sem ter chance e acesso diário à escola.

Sirkali: SJDT: Kind beim Unterricht in der Kindertagesstätte in Thennam PattinumMenina indiana. Foto: Rajiv Kumar 

Um caminho longo até 2015
Foi constatado que, no mundo inteiro, 74% das crianças de ensino básico freqüentavam escolas; nos países mais pobres apenas 60%. No mundo inteiro cerca de 65% das crianças atingiram o ensino fundamental; nos países mais pobres apenas 30%. As meninas são as mais prejudicadas: 65 milhões de meninas não freqüentam escolas. Pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU (Millenium Development Goals -ONU) a comunidade mundial tem como objetivo conseguir que em 2015 cada criança tenha conseguido concluir pelo menos, o ensino básico.

Junge in der Schule beim SchreibenFoto: Christoph Engel 
O que a Kindernothilfe tem feito?
A Kindernothilfe se engaja com seus parceiros locais em prol da educação e formação profissional. Ela arca com os custos das taxas, materiais e uniformes escolares. Nas regiões, onde é necessário, a Kindernothilfe coloca à disposição: acomodação, alimentação, assistência social e médica. Programas de investimento devem auxiliar no processo de equipar instituições educacionais e reestruturar as escolas. Através do ensino básico e de cursos profissionalizantes, é possível que jovens tenham o domínio de suas próprias vidas, possam ajudar suas famílias e contribuir para o desenvolvimento do seu país e da sociedade em que vivem.
Como membro da aliança da "Campanha Internacional pelo Direito à Educação" (Internationale Bildungskampagne), a Kindernothilfe quer chamar a atenção para as conseqüências sociais em decorrência da falta de formação escolar nos países em desenvolvimento. Ela tem como objetivo mobilizar a mídia, os governos e as comunidades internacionais para que cumpram a promessa de garantir a todos o ensino básico gratuito e de alta qualidade.



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