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HIV/ Aids

Vamos quebrar este círculo vicioso

A Aids vem se alastrando no mundo inteiro. Mais de 14 milhões de crianças com menos de 15 anos - a maioria delas no sul da África - já perderam pai, mãe ou até mesmo ambos em conseqüências da síndrome da imunodeficiência adquirida. Na Ásia e no Leste Europeu, a situação vem se tornando cada vez mais drástica. Quase 600.000 de recém-nascidos são contagiados anualmente pelas suas mães com o vírus da Aids; por dia, morrem cerca de 1.400 crianças também em conseqüência da síndrome da imunodeficiência adquirida. A Kindernothilfe apóia 20 projetos, espalhados pelo mundo, que trabalham com crianças e jovens que sofrem com a doença.

AidswaisenfamilieFoto: Christoph Engel  

Números e fatos
A cada 6 segundos, uma pessoa se contamina com o HIV e a cada 10 segundos, morre uma pessoa em conseqüência da Aids. Atualmente, vivem mais de 40 milhões de pessoas contaminadas com o HIV/Aids no mundo, sendo que dessas mais de 50% são mulheres entre 15 e 24 anos de idade.
Mais de 95% das pessoas com HIV/Aids vivem em países em desenvolvimento e subdesenvolvidos. A região do mundo mais atingida pelo vírus se encontra na África sub-Saariana. O índice de contaminação tem aumentando intensivamente no Leste Europeu e na Ásia Central. Também na China, Índia, Indonésia e Vietnã, que representam no total mais de 40% da população mundial, o índice de novas contaminações aumentou rapidamente.
Apenas 7% das pessoas contaminadas pelo HIV em países em desenvolvimento e subdesenvolvidos recebem medicação antiretroviral que é indispensável para continuarem a viver.

Pobreza e Aids: um círculo vicioso
Sem dinheiro, não há acesso ao ensino escolar, em contrapartida, a falta de educação escolar também acaba gerando uma defasagem de conhecimentos sobre os riscos latentes de contaminação e a prevenção de doenças. Desta forma, é que se inicia o círculo vicioso da pobreza e do HIV. Quem se contamina com o vírus da imunodeficiência não pode trabalhar mais, se não obtiver um tratamento com medicamentos caros. Os filhos são obrigados a garantir o sustento dos pais doentes e de toda a família. Sem contar que as crianças não podem freqüentar a escola, onde poderiam ser informadas sobre os riscos do HIV e como se proteger, evitando, assim, a contaminação com o vírus. O desconhecimento sobre o assunto acaba originando a exclusão social das pessoas contaminadas com o vírus do HIV. Em muitas regiões, a síndrome da imunodeficiência é conhecida como um castigo de Deus e, por isto, as pessoas contaminadas acabam sendo vítimas de discriminação.

Teo Muyinza, Oma von Akim - 4 ihrer Kinder starben an AidsFoto: Pascal Rest 

Medicamentos caros
Os medicamentos de alto custo prolongam a vida das pessoas contaminadas pelo vírus, os mesmos, no entanto, são muito caros para a população dos países em desenvolvimento. Outro aspecto importante é a falta de medicação adequada às necessidades das crianças contaminadas pela Aids.

O que tem feito a Kindernothilfe?
A criação de programas de prevenção, o tratamento das pessoas contaminadas e dar perspectivas de vida para órfãos da Aids, são algumas estratégias para controlar a pandemia e possibilitar uma vida digna às vítimas.
A Kindernothilfe incentiva projetos que exercem um trabalho de esclarecimento e dão assistência às pessoas contaminadas pelo HIV e suas vitimas, familiares, por exemplo, que sofrem em conseqüência da Aids. Juntamente com estes projetos, os grupos de auto-ajuda exercem um papel fundamental em programas educativos, de saúde e subsistência. Nestes grupos, geralmente, trabalham pessoas que perderam familiares devido à Aids.

Em projetos-pilotos na Índia, meninas e meninos recebem tratamento pediátrico com a Terapia Anti-Retroviral (TARV). Sem o TARV, estas crianças teriam uma expectativa de vida de 8 a 10 anos. A terapia é como se fosse um presente da vida para elas. Devido a falta de medicação pediátrica para o tratamento da Aids em crianças, projetos como este, só podem ter continuidade em comunidades onde haja médicos especializados para prescrever o TARV e acompanhar o tratamento.

A Kindernothilfe como membro da „Ação de União contra a Aids" ,se engaja para que os governos e a indústria farmacêutica tomem as medidas necessárias para conter efetivamente a pandemia da Aids. Para isto, é fundamental o aumento do fluxo de recursos financeiros assim como o desenvolvimento de medicamentos pediátricos menos complexos e mais acessíveis ao bolso da população carente, para que as crianças portadoras do vírus de fato possam ser tratadas.



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